PRÁTICA DE ENSINO

A Evolução da  Educação no Brasil 

A Educação brasileira evoluiu em saltos desordenados em diversas direções das quais podemos destacar desde o período Jesuíta,  a moral, os costumes e a religiosidade europeia, os métodos pedagógicos rudimentares  em súbito caos com  as aulas régias, o subsídio literário,   que deu-se a ruptura com a situação anterior, quando D. João VI abriu as Academias Militares, Escolas de direito e Medicina,  a Biblioteca Real, O Jardim Botânico e, a imprensa Régia. O surgimento da imprensa permitiu que os fatos e as ideais fossem divulgados e discutidos embora a educação tenha continuado a ser secundária.
D. Pedro I proclama a independência do Brasil e em 1824 outorga a primeira constituição  brasileira, Art. 179 desta lei magna dizia que a “instrução primária é gratuita para todos os cidadãos”.
Em 1834 à constituição dispõe que as províncias passariam a ser responsáveis pela administração do ensino primário. Em 1835 surge a primeira escola Normal do país em Niterói. Em 1937 por causa das necessidades de mão de obra no mercado, a nova constituição enfatiza o ensino pré-vocacional e profissional.
No fim do regime Militar,  a  LDB foi encaminhada á câmara,  apesar de toda essa evolução e rupturas no processo, a educação brasileira não evoluiu  muito no que  concerne à questão da qualidade.
Em 1995, os PCNS foram criadas com o propósito  de regulamentar e ampliar a educação considerando a necessidade de construir referencias nacionais ao processo educativo em todas as regiões brasileiras, com o objetivo de criar condições nas escolas que permitam aos nossos jovens o acesso ao conjunto de conhecimentos socialmente elaborados e reconhecidos como exercício da Cidadania, propondo aos alunos do ensino  fundamental  compreender a cidadania como participação social e política, entender os direitos e deveres políticos, civis e sociais e respeito ao próximo e a si mesmo.
Bem como formar cidadãos críticos, reflexivos, com capacidade de resolver conflitos, tomar decisões coletivas, respeitando as diferenças culturais, classes sociais, crença, sexo, etnia, e repúdio a qualquer forma de preconceito, zelar pela preservação e melhoria  do meio ambiente,  confiar em suas capacidades afetivas, física, cognitiva, ética, estética, e obter um bom relacionamento  interpessoal e social em busca do conhecimento.
Diante do exposto podemos concluir que os  alunos devem  ter como base de aprendizagem  o domínio  da linguagem como  atividade discursiva  e cognitiva , o domínio da língua como sistema simbólico utilizado por uma comunidade linguística que dão condições  de possibilidade de plena participação social , pois pela linguagem os homens e as mulheres se comunicam, tem acesso a informação, expressam e defendem pontos de vista, partilham, e constroem visão de mundo, produzem cultura, assim sendo um projeto educativo que tem compromisso com a democratização  social, atribui a escola  a função  e responsabilidade de construir para garantir a todos os alunos, o acesso aos saberes linguísticos,  necessários para o exercício da cidadania
O ensino da língua portuguesa na década de 60 e 70 era orientado pelo ensino da gramática que na percepção dos educadores se fazia necessário e eficaz, pois segundo esses educadores os alunos falavam uma variedade linguística próxima ao padrão da língua que eram oferecidos nos livros e textos didáticos, todavia essa metodologia foi fortemente criticada no início dos anos 80 quando as pesquisas relacionadas na área da linguística e psicolinguística  entre outros, possibilitaram avanços nas áreas de educação  e aprendizagem, e com  isto descobriram que o ensino  da metodologia tradicional  desconsiderava o interesse dos alunos, bem como a leitura e produção de textos apenas para ensinar valores morais  como pretexto para o tratamento de aspectos gramaticais, de igual forma a excessiva  valorização da gramática normativa e insistência nas regras de exceção ,  o preconceito com a  oralidade e com as variedades não- padrão.
Precisamos alertar os alunos para a necessidade de aprendermos não só a língua padrão, mas também todos os tipos de linguagem sejam elas formais, informais, regionais, dialetos, entre outras, uma vez que quanto maior for o seu conhecimento das variantes linguísticas, maior será o seu poder de comunicação desde  que  entenda   a língua de acordo com a variante em que estiver sendo usada no dado momento da enunciação. 


Durante esse processo de oito anos do ensino fundamental, esperamos do aluno que ele tenha  a capacidade de interpretar diferentes textos que circulam socialmente, de assumir a palavra, de produzir  textos eficazes  nas mais variadas situações, que sejam cidadãos  reflexivos, éticos, e críticos.

Colocando em prática o conteúdo aprendido em prática de ensino.

Realizamos em grupo um trabalho com Contos e fizemos uma apresentação teatral , criamos painéis, bonecos e artesanatos, vejamos como foi feito esse trabalho e como podemos trabalhar  em sala de aula:

“A moça tecelã” de Marina Colasanti."


A adaptação feita no texto “Moça Tecelã” de Marina Colasanti, não foi algo trabalhoso, manteve-se toda a voz do narrador e, não se explorou muito as falas. Para acontecê-lo com o teatro de bonecos, permaneceu o texto do narrador, para assim marcar apenas o movimento dos bonecos e não suas falas, até por que a história é curta.
 O teatro de bonecos da “Moça Tecelã” aguçou a imaginação infantil, com o movimento dos bonecos e a voz do narrador lhes contando tudo que elas deveriam saber e visualizar da dramatização.
 A apresentação teve duração de 30 minutos, permanecendo assim, de 2.500 a 3.000 palavras.
Vejam as fotos do trabalho  realizado pelo grupo:

Nessa primeira foto  abaixo temos os bonecos e o painel que foram criados pelos colegas de classe que ficaram com  o devido conto e  deram vida aos bonecos com a apresentação teatral.



Esses são os componentes do grupo:



 Nos bastidores, a equipe que deu  vida aos bonecos:


Agora Veremos o conto  trabalhado por nosso grupo.

“História meio ao Contrario” de Ana Maria Machado."



O texto “História meio ao Contrario” de Ana Maria Machado por ser grande, obteve maiores cortes do texto inteiro, foi retirado toda a explicação do narrador, referente a história, permaneceu apenas trechos necessários, manteve-se as falas de todos os personagens, pois apenas com as falas dos personagens, podia-se entender a história.
Foi calculada a quantidade de palavras, para então, sabermos o tempo que levaria a apresentação da dramatização dos bonecos.

Com isso, o texto de Ana Maria Machado, finalizou-se com 4.000 palavras e, assim, a apresentação teve duração de 40 minutos. 
Vejam as fotos do trabalho realizado em sala e transformado em peça teatral:



Foto do painel 



Foto da equipe que trabalhou  nesse conto





Nos bastidores, uma equipe dava vida aos bonecos:




E assim foi realizado um trabalho produtivo  em grupo do qual tivemos a disciplina prática de ensino na prática propriamente dita, desenvolvemos um trabalho criativo que poderemos utilizar futuramente  em sala de aula com nossos alunos de forma a capacitá-los e incentivá-los à criatividade e a imaginação de forma que eles  venham a ter habilidades e  competências para criarem seus próprios trabalhos.

Jogo Lúdico

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